Festival de Quadrilha de complexos e espaços Mais Infância celebra cultura nordestina

10 de junho de 2026 - 16:48

Assessoria de Comunicação da SPS
Texto:
Daniel França
Fotos: Claudio Rocha


Crianças, adolescentes e famílias dos Complexos e Espaços Sociais Mais Infância protagonizam uma noite de tradição, integração e conquistas em Fortaleza

A emoção tomou conta do Complexo Social Mais Infância João XXIII na noite da última terça-feira (9), durante a primeira edição do Festival de Quadrilhas Mais Infância, promovido pela Secretaria da Proteção Social (SPS). Com o tema “Valorizando a infância, fortalecendo tradições”, o evento reuniu aproximadamente 850 pessoas, entre participantes e espectadores em uma grande celebração da cultura popular nordestina, marcada por apresentações artísticas, integração comunitária e premiações.

Quando João Mário, de 10 anos, integrante da quadrilha do Complexo Social Mais Infância João XXIII, disse que choraria caso seu grupo fosse campeão, ele ainda não sabia que a emoção imaginada se tornaria realidade poucas horas depois. Ao final da programação, a quadrilha apresentou o tema “São João do Sertão Encantado” e conquistou o título de campeã na categoria dos Complexos Sociais Mais Infância.

Os sentimentos das crianças traduzem o significado do festival para centenas de participantes que, ao longo dos últimos meses, se dedicaram aos ensaios, à preparação dos figurinos e à construção das apresentações que ocuparam o palco do João XXIII.

O festival reuniu participantes dos Complexos Mais Infância João XXIII, Curió e Cristo Redentor, além dos Espaços Sociais Mais Infância Quintino Cunha, Dias Macedo e Barra do Ceará. Ao longo da programação, os grupos apresentaram quadrilhas juninas e danças regionais inspiradas nas tradições populares, na memória coletiva e na identidade cultural nordestina.

Ensaios, figurinos, cenários e apresentações mobilizaram crianças, famílias, colaboradores e moradores das comunidades atendidas pelos equipamentos. “Os ensaios foram muito puxados, mas também foram muito legais. A gente aprendeu muitas coisas sobre o São João”, contou Maria Cecília.

Para João Mário, a dedicação valeu a pena. “Foi muito legal. Eu me esforcei muito para a gente ganhar o troféu”, afirmou.

O sentimento era compartilhado por outras crianças participantes. Ana Késia, de 8 anos, lembrou dos desafios enfrentados durante os preparativos. “Faz bastante tempo que estamos ensaiando. Eu ri muito e também errei bastante”, contou. Já Moisés Aristides destacou a responsabilidade de representar a quadrilha como um dos noivos da apresentação. “Estou me sentindo ótimo. Está sendo muito bom”, disse.

No Espaço Social Mais Infância Barra do Ceará, a expectativa também tomava conta dos participantes. Nailane, de 10 anos, sonhava com a possibilidade de conquistar uma premiação. “Eu ficaria muito feliz e emocionada. Eu só ganhei uma medalha uma vez na vida, então seria uma alegria muito grande ganhar de novo”, revelou.

Ao seu lado, Yohanne Teixeira, de 9 anos, não escondia a empolgação. “Eu ia surtar de felicidade. A gente ia comemorar muito, pular, brincar e festejar porque ganhou o prêmio”, afirmou.

Cultura construída por muitas mãos

Um dos diferenciais do festival foi a participação ativa das comunidades em todas as etapas da construção do evento. Moradores colaboraram na confecção dos figurinos, no empréstimo de roupas e adereços, na produção dos cenários, na decoração e no apoio aos ensaios.

Segundo a orientadora da Célula de Gestão dos Complexos e Espaços Sociais Mais Infância da SPS, Aila Porto, o objetivo foi criar um momento coletivo capaz de representar a riqueza cultural dos territórios atendidos pelos equipamentos. “Queríamos construir um festival que apresentasse as tradições nordestinas por meio dos Complexos e Espaços Sociais Mais Infância. É um momento de alegria, celebração e também de integração entre todos os equipamentos”, destacou.

A participação do Complexo Social Mais Infância de Barbalha trouxe ao festival a força das tradições juninas do Cariri cearense, fortalecendo o intercâmbio cultural entre os territórios e valorizando as diferentes expressões da cultura popular presentes no estado.

A construção coletiva também foi ressaltada pela secretária da Proteção Social, Augusta Brito, durante a abertura do evento. “Quando olhamos para este espaço, vemos muito mais do que um equipamento público. Vemos oportunidades reais para as famílias”, afirmou.

A secretária destacou que toda a organização foi resultado do trabalho dos próprios colaboradores e das comunidades envolvidas. Entre os exemplos citados, estão os figurinos confeccionados por costureiras que se formaram em cursos ofertados pelo próprio Complexo Social Mais Infância João XXIII. “É isso que buscamos promover: oportunidades para que as pessoas possam transformar suas vidas e construir novos caminhos”, ressaltou.

As apresentações foram avaliadas por uma comissão julgadora formada por especialistas da cultura popular. Além de medalhas para todos os participantes, o festival premiou destaques individuais e coletivos.

Na categoria dos Complexos Sociais Mais Infância, a quadrilha do Complexo João XXIII conquistou o título de campeã com o tema “São João do Sertão Encantado”. Já entre os Espaços Sociais Mais Infância, o destaque ficou para a apresentação de dança regional do Espaço Social Mais Infância Quintino Cunha, vencedora da categoria com o tema “O Guardião da Fogueira: A Chama da Tradição”.