Em visita ao Cras Indígena de Aquiraz, Ministério ressalta ações positivas do Ceará com os povos indígenas
16 de junho de 2026 - 16:48 #Cras Indígena
Assessoria de Comunicação da SPS
Texto: Daniel França
Fotos: Claudio Rocha

Agenda reuniu representantes do MDS, da SPS e da Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará e destacou conquistas históricas da comunidade Jenipapo-Kanindé
As crianças da comunidade Jenipapo-Kanindé conduziram a recepção aos visitantes. Em uma roda de toré, tradição ancestral dos povos indígenas, integrantes do Coral Nheengari Sambokar deram as boas-vindas à comitiva formada por representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Secretaria da Proteção Social (SPS) e da Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará, durante visita realizada nesta terça-feira (16), ao Cras Indígena de Aquiraz.
O momento simbolizou o que o equipamento representa para a comunidade da Lagoa Encantada, um espaço onde assistência social, convivência comunitária e valorização cultural caminham juntas.
Implantado em 2008, o Cras Indígena de Aquiraz atende prioritariamente famílias Jenipapo-Kanindé e é um dos dois equipamentos do tipo no Ceará. Atualmente, acompanha famílias por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), além de desenvolver atividades com crianças, adolescentes e idosos.

Entre os participantes estão Catarina Silva e Isadora Vitória, frequentadoras regulares das atividades do PAIF. Futebol, leituras, canto e brincadeiras fazem parte da sua rotina no equipamento.
Para Catarina, o equipamento é o local onde ela aprende todos os dias. “Gosto de vir pra cá, porque conheço novos livros e brinco com os meus amigos.” Já para Isadora, o Cras despertou o seu interesse pelo canto. “Aqui, conheci mais sobre a cultura do meu povo e das músicas”. afirmou.

Quem acompanha a trajetória do equipamento desde sua criação é o pajé João Batista Alves. Segundo ele, a existência do Cras foi resultado direto da mobilização da comunidade e da liderança da Cacique Pequena. “Esse Cras veio através de muita luta nossa”, afirmou.
O pajé relembra que a implantação do equipamento foi fruto da articulação da comunidade junto aos governos e destaca que o espaço se tornou fundamental para o acesso das famílias a programas sociais, atendimentos psicológicos e atividades voltadas para crianças e idosos. “O Cras ajuda muito a nossa comunidade. Não é apenas um prédio. É um instrumento que ajuda as famílias e fortalece o nosso povo”, ressaltou.

Durante a visita, a secretária dos Povos Indígenas do Ceará, Juliana Alves, destacou que o Cras faz parte de uma série de conquistas do povo Jenipapo-Kanindé. Além do equipamento de assistência social, a comunidade conquistou a escola indígena, o museu indígena e a areninha, estruturas que fortalecem a identidade cultural e ampliam o acesso da população a serviços públicos dentro do próprio território. “Hoje conseguimos construir ações que dialogam com a realidade dos povos indígenas e fortalecem os territórios a partir das suas próprias necessidades”, destacou.

A secretária da Proteção Social, Augusta Brito, anunciou novas iniciativas para a comunidade. Entre elas estão o projeto Esporte Superação, voltado à prática esportiva e ao fortalecimento da convivência comunitária, e o programa Criando Oportunidades, que promove qualificação profissional e inclusão produtiva.
“Nós queremos fortalecer as ações já existentes e ampliar as oportunidades para a comunidade, identificando as demandas locais e levando programas que contribuam para o desenvolvimento das famílias”, afirmou.

Ao conhecer as atividades desenvolvidas no território, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destacou que experiências como a de Aquiraz ajudam a construir políticas públicas mais eficientes para os povos indígenas em todo o país. “Estamos aqui para aprender. Queremos conhecer o que está dando certo para fortalecer a segurança alimentar e a geração de oportunidades dentro dos territórios indígenas”, afirmou.
O ministro também defendeu a integração entre governos e comunidades para ampliar ações de inclusão produtiva, geração de renda e valorização das atividades desenvolvidas pelos povos indígenas, como o artesanato e a produção local.